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segunda-feira, 12 de maio de 2025

Quando um laudo te faz entender tudo...

Mas este laudo não te limita, mas sim te faz entender tudo que passou e você não conseguia compreender os tantos "porquês" pelo caminho... estou desde 2023 procurando entender algumas dificuldades que minha filha vinha enfrentando ao longo de sua vida estudantil, existiam pontos no passado que eu notava, mas não achava que fosse algo pra se preocupar...

Mari nasceu perfeita, fofa, no tamanho normal, peso ok, nasceu no dia 03 de junho, no mês que queria que ela nascesse, no dia que queria que fosse pra sermos, nós duas do dia 03 (eu de novembro e ela de junho), então meu pacotinho chegou em casa, toda linda, uma fofura, eu repetia pra mim mesma, ela será filha única (sabe de nada inocente), foi tudo ok, ela nunca foi fora da curva, sempre tudo certinho com o desenvolvimento dela...

até que chegamos aos 3 anos, Mariana tinha problemas sérios com volume dos sons, fogos a faziam chorar, e ter dores de cabeça, passos de bailarina (eu jurava que ela seria uma, mas era um sinal que não levei em consideração), e com o passar do tempo ela foi crescendo e notava novos indícios, mas sempre deixei de lado, pensava que era coisa da minha cabeça.

Mariana aprendeu a falar inglês assistindo a vídeos do Youtube, sem professor, sem nunca ter tido aula na escola, até quando o professor de aula pra ela na escola regular, e ele ficou espantado com o sotaque que ela tinha (sotaque norte americano), mas aquela menina que aprendeu inglês autodidata tinha dificuldade de amarrar os cadarços, não conseguia perceber expressões faciais, não tinha sentimentos claros, não sabia identificar quando os outros eram sarcasticos com ela, sofria bullying sem entender que aquilo era de fato sarro que seus colegas de classe faziam com ela.

Minha prima (que também é madrinha do meu filho caçula) me questionou se eu havia levado a mariana pra investigar TDAH*, me peguei com dúvidas e certezas, peguei meus catálogos mentais e fui lembrar quais sintomas que eu via na minha filha, e se de fato eu estava ficando louca... estávamos em meio a um tratamento de puberdade precoce, e até pensei que fosse por causa dos hormônios que ela tava tomando.

Passamos por uma pandemia, eu já grávida do meu filho caçula fui literalmente empurrando com a barriga se de fato minha filha tinha TDAH ou TEA... vivia em negação com algumas afirmações que me fazia: "não, ela é assim porque é assado...", "Não, toda criança é assim...",  "ahhh... ela tá tomando leuprorrelina, isso tá afetando ela...", em meio ao nascimento do irmão ela foi mudando de comportamento, as dificuldades na escola só aumentaram, e eu sempre tentava justificar os sintomas que via.

Quando eu cai no chão e quase quebrei o cotovelo, chorando pedi ajuda, notei que ela estava sem entender o que eu tava fazendo, eu pensei: VOU ATRÁS DE SABER O QUE ESSA MENINA TEM, ela tinha apatia, e não sabia perceber dor nos outros, ou identificar as minhas expressões faciais.

Primeiro relatório que fizeram dela, foi na escola particular que ela estudava, em 2023, a professora já foi enfática, investigue, e eu fui a pediatra, com a certeza de que não era nada, que tudo que Mari fazia era porque ela queria chamar a atenção por conta do irmão caçula, a pediatra pediu que levasse ela até uma psicóloga e a psicologa me pediu que levasse até o psiquiatra, e do psiquiatra fomos encaminhadas para o CCTE (Centro de Clínicas de Terapias Especializadas) do plano de saúde, lá ela passou por uma avaliação com vários profissionais, e em fim, foi 1 (um) ano nessa andança... o Laudo saiu... e lá veio as tão temidas palavrinhas: TEA (F.84) e TDAH (F.90), aquele laudo que finalmente chegou e confirmou todas as desconfianças que eu sempre neguei, e tudo fez sentido, não sabia se ria, ou se respirava aliviada, ou se chorava, agora é correr atras de terapias, esporte, e tudo sozinha, sim... porque não tenho o apoio paterno.

A última da minha filha foi crise de ansiedade na escola, eu tinha que fazer uma cirurgia para retirada de vesícula, e pela primeira vez a pimentinha demonstrou sentimento, ela nunca sentiu medo de algo que não lhe causasse dor (ela tem aicmofobia). E a crise foi tão forte que paralisou todo um lado do corpo dela, fomos para emergência, e tomou calmante e passou o resto da semana em casa, se recuperando, e quando questionei sobre: PORQUE A CRISE? ela simplesmente disse que tava com medo da prova de matemática, não fez a prova, após a minha cirurgia que eu já estava em casa, ela refez a tão prova, e tirou 9,5pt, então eu disse: "você não estava com medo da prova, mas sim era um medo inconsciente da minha cirurgia, não é???" e ela sorriu (ela tem um sorriso lindo), e disse que não sabe porque tirou nota boa...

A psicóloga foi me orientando: COLOQUE-A PARA FAZER ESPORTE!" e Mari que sempre foi craque em natação, hoje está fazendo KARATÊ!

Se caso seu filho dê sinais, não fique em negação, leve o mais rápido possível, é melhor sanar as dúvidas do que ficar negando pra si o que tá bem na sua cara.

terça-feira, 1 de março de 2022

Gestando fora do ventre

Às vezes, sinto que minha vida parou no meu quarto. Vejo o nascer do sol, me despeço do meu marido que vai trabalhar, ele passa o dia, chega à tarde e eu ainda estou de pijama ao lado do meu bebê. Sem ter feito muito em casa, nem por mim e acho... Será que a minha vida vai ser assim daqui pra frente? 
Devo confessar que me esqueci um pouco de mim, das minhas necessidades. Toda a minha energia está focada nas necessidades do meu bebê. 
Às vezes, em noites difíceis de insônia, me pego dormindo com meu bebê nos braços, essa exaustão física e mental é realmente um teste onde você não pode dizer NÃO, você não pode dizer "NÃO POSSO", você simplesmente não pode DESISTIR. 
E, se você teve uma noite ruim, vamos ver de onde você tira energia para sobreviver ao dia. Você se olha no espelho e não há vestígios da pessoa que era.
 Você percebe que nunca mais será a mesma. E você pensa... Quem sou eu? Essa nova etapa é difícil, é confusa.
 Porém, ao ver o rosto do seu bebê, seu sorriso que lhe diz que ele está crescendo saudável e feliz, enche seu coração e você percebe que ESTÁ MUITO BEM. 
Mesmo que ninguém diga a você, mesmo que ninguém aplauda. Embora muitos se esqueçam de você. Não há necessidade de reconhecimento público. 
A vida dele depende de você. VOCÊ ESTÁ MUITO BEM, mesmo as vezes não estando ♥ ️👏

📷O_trocatintas



terça-feira, 20 de julho de 2021

PRIMEIROS 60 DIAS COM O BB❤



Você já ouviu o ditado...
"Neblina baixa, sol que racha"? 
Se nunca ouviu, vou explicar. 
Dizem que quando o dia amanhece com muita neblina é porque será um dia lindo, de muito Sol. 
Este texto tem a ver com isto. 
A neblina que vem antes do Sol e do céu azul...

Ahhhhhh os primeiros 60 dias com um bebê recém nascido em casa. 
O leite que finalmente desce, deixando o seu seio do tamanho de um melão transgênico. 
Duro igual uma pedra. 

Os hormônios que te fazem ir do gatinho fofo do shrek para a esposa do Chuck, o boneco assassino. 
Se você fez cesariana a cicatriz incomoda. 
Se você teve parto normal sentar incomoda. 
A barriga que fica igualzinha uma bexiguinha "murcha", bem murchinha. 
Se quando grávida você tinha uma linha escura na barriga ("linea nigra"), saiba que ela consegue ficar ainda mais escura depois do parto (surpresaaaa!!). 
O umbigo que fica igual o olho esquerdo do Nestor Cerveró. 

Sangue, sangue, sangue e mais um pouquinho de sangue. 
Leite, leite, leite e mais um pouquinho de leite. 
E você que odiava usar absorvente agora tem que usar não somente na calçinha mas também no sutiã. 

E para fechar com chave de ouro ainda temos a famosa cinta pós parto (ou calçinha alta) que alguns médicos recomendam.
E não para por ai. 
Ainda temos: 
Uma mistura de sentimentos que ninguém consegue explicar. 
Uma sensação de felicidade plena misturada com cansaço, amor, euforia e tristeza.
Noites mal dormidas. E se a noite é bem dormida, você então acorda boiando em um mar de leite. Azedo.

Seus mamilos que há esta altura já estão tão indignados com você que já quase te perguntam: 
Escuta aqui mulher, que merda é esta que você está tentando fazer?Cólica.
Choro. Muito choro. Chora o bebê, chora você.
Mil pessoas palpitando na sua vida e na do bebê: Não pode comer tal coisa porque dá cólica. 
Mas você precisa se alimentar bem pois esta amamentando. 
Chá de camomila é excelente para cólica. 
Mas não pode dar na mamadeira porque se não o bebê não vai mais pegar o peito. 
O bebê está dormindo demais, de menos. 
Está mamando demais, de menos. Você está agasalhando demais, de menos.
Quebrante. Bem vinda ao mundo do tal do quebrante. 
E sempre vai ter uma pra falar: "Quebrante é comum. A gente mesmo coloca quebrante nos filhos". 
Quebrante me IRRITA!!! Não vou amarrar fitinha vermelha no bebê e ponto final.

Cocô explosivo. De madrugada. 
Por que? Por que, Por que Senhor?

Vacinas que doem mais em você do que nele.

E durante uma madrugada qualquer, você já no auge da privação de sono, ergue o tom de voz, implorando para que o bebê durma. 
O bebê dorme. 
Você olha aquele rostinho lindo, e se pergunta: 
Como eu fui capaz de erguer a voz para este anjinho que eu amo mais que tudo? 
Que bruxa! Eu sou a pior mãe do mundo. Víbora. 
Eu mereço arder no fogo do inferno

...E a quarentena acaba e você fica pensando como vai dizer para o marido que a última coisa que passa na sua cabeça é sexo.
E saiba que quando finalmente rolar, há grandes chances de ser uma merda. 
Juro que não sei o que acontece, mas independente do tipo de parto, da impressão que voltamos a ficar virgens depois de ter filho, ou é o pinto do marido que resolve ficar gigantesco e virar estrela de filme pornô.
Você cuida do bebê e acaba esquecendo de você. 
Você fica dias sem ao menos se olhar no espelho. 
Não que você não queira, mas simplesmente porque você não lembra. 
Falta de tempo, falta de memória, não sei. 
Só sei que um dia você vai se olhar no espelho e vai se deparar com uma sobrancelha mais peluda que a perna do maridão. 
E vai lembrar que você além de mãe, é mulher, e esposa, e filha, e amiga.
E nestas alturas você já está igual aquele vídeo do David depois do dentista: "Is this real life"?!

E os dias passam. E entre um choro e outro aparecem os sorrisos. Sorrisos que fazem seu coração explodir de amor e alegria.
Amamentar fica bem mais fácil.

Você já se sente mais segura e não se deixa abalar por palpites de terceiros.
Os hormônios dão uma trégua.
O bebê começa a dormir melhor.
Você e o seu bebê vão se conhecendo e entrando em sintonia. 
E não é que você está pegando a "manha" desta tal maternidade?!

Você até começa a cuidar um pouquinho de você.
Sexo volta a ser algo interessante, bem interessante. 
Se sobrar um tempinho...E a vida vai voltando ao normal. 
Um novo normal.

E um belo dia você entra no elevador do prédio e encontra uma vizinha. 
No colo dela um bebê de 10 dias. Você olha para ela. 
Olha para o bebê. 
E tenta lembrar como era a sua rotina quando o seu filho tinha aquele tamanho.

Você tenta puxar na memória. 
Você não consegue lembrar. 
Como assim? Seu bebê tem só 7 meses, nem faz tanto tempo. 
Mas por que você não lembra? 

É como se tivesse uma fumaça. Uma neblina cobrindo a memória...
Os primeiros 60 dias de neblina.
Se você ainda está no seus 60 dia de neblina, tenha paciência. 
Curta os dias de pijama. 

Não caia na pressão dos outros que exigem que você saia da sala de parto como se nada tivesse acontecido. 
A vida mudou. Você mudou. 
Não se force a nada, absolutamente nada. 
Você já tem novidades o suficiente para processar. 
Não seja tão dura com você. 
Não permita que sejam tão duros com você. 
As visitas podem esperar. 
O mundo pode esperar. 
Leve as coisas no seu ritmo e se deixe levar rumo ao Sol. 
Pois depois da neblina, sempre vem o Sol. ☀️

(Autora Rafaela Carvalho)

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Mãe é quem fica...



Mãe é quem fica. Depois que todos vão. Depois que a luz apaga. Depois que todos dormem. Mãe fica.

Às vezes não fica em presença física. Mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte sempre fica.

Fica neles. Se eles comeram. Se dormiram na hora certa. Se brincaram como deveriam. Se a professora da escola é gentil. Se o amiguinho parou de bater. Se o pai lembrou de dar o remédio.

Mãe fica. Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.

É quando a gente fica que nasce a mãe. Na presença inteira. No olhar atento. Nos braços que embalam. No colo que acolhe.

Mãe é quem fica. Quando o chão some sob os pés. Quando todo mundo vai embora. Quando as certezas se desfazem. Mãe fica.

Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. É caminho de cura. Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.

É porque a mãe fica, que o filho vai. E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe : em um jeito peculiar de dobrar as roupas. Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. Na compaixão pelos outros. No olhar sensível. Na força pra lutar.

No coração do filho, mãe fica.

Texto de Bruna Estrela 👶🏽

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Fim do ano chegando...


Me afastei um pouco do blog, por motivos pessoais, estava muito deprimida por conta da perda de minha mãe, mas resolvi voltar, pra deixar a par a um pouco da minha filha, que aliás, esse blog é pra servir de registro pra ela ler depois, já mocinha (vai ter vergonha das loucuras que a mãe escreveu pra ela, TALVEZ resolva apagar, quem sabe.)

Mariana já com 5 anos, tem algumas coisas que inicialmente eu ria muito, achando engraçadinho, mas depois entendi que após as perdas que tivemos, ela adquiriu uma preocupação exorbitante quanto a saúde (pra uma criança de 5 anos é meio louco pensar em saúde agora, eles nem ligam), ela agora é viciada em vídeos de primeiros socorros, e sempre assiste vídeos no youtube sobre doenças que a vó dela tinha (exemplo câncer, diabetes, pressão alta, etc.), eu um dia disse (um pouco irritada com ela): "Minha filha, pára, você parece um hipocondríaco", e ela perguntou com um rosto pálido: "O que é 'Hipocondri'? Eu irei morrer, mamãe?" foi aí que percebi, que ela tem medo de que alguém mais morra na família (perdemos várias pessoas, minha avó materna, melhor amiga, irmão, tio e por fim minha mãe), e ela tá muito preocupada.

Pra melhorar isso, temos sido acompanhadas pela psicóloga da escola da Mariana, ela mudou muito de comportamento, tem alguns medos normais de criança, mas também tem alguns medos de adulto, medos com morrer (não lembro na idade dela ter esse tipo de preocupação).

Hoje ela me disse: MAMÃE, EU TENHO RISCO DE TER DIABETES??? e eu sei que na nossa família tinham muitos casos, minha mãe era diabética, mas não quero assustar a minha filha, disse que ela era muito pequena pra pensar nisso, mas se quiser, a gente vai a médica e faremos testes pra ver se ele tem essa doença.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mais uma perda...

ARQUIVO PESSOAL: Quando fomos a Alter do Chão...

Domingo Mari perdeu a vovó, e eu vou falar quem ela foi, pra quando a Mari crescer, sempre lembrar dela.

Uma breve história do que a IVANEIDE SOARES foi (e é), ela nasceu no Maranhão, em uma família de gente humilde, trabalhava desde sempre, era a segunda filha de meus avós, como ela dizia, foi peralta demais, estudou, casou, fez História na UFPA, me teve, três anos depois teve meu irmão, quando eu completei 15 anos, mamãe descobriu um dos primeiros nódulos, naquela altura, era uma calcificação, e tirou tomando remédios.
24 anos depois descobrimos o câncer (eu estava ao lado dela no Samaritano quando o médico falou que era benigno) ironicamente no mês do aniversário dela, e foi com a fortaleza que ela tinha, que aceitou o desafio da cura, em novembro no dia do meu aniversário de 29 anos, ela foi internada pra primeira cirurgia, tirou um quadrante do seio com problema, vieram as quimios e rádios (que eu ia levar), no meio desse turbilhão de coisas, ficamos sem tratamento por 30 dias (a máquina de radio quebrou), entramos com mandado de segurança pra continuar o tratamento, muitas náuseas, muita dor de cabeça, muito vômito, e muita força.
3 anos se passaram nasceu a neta tão sonhada, e esperada, e pra comemorar essa chegada, no ano seguinte resolvemos viajar pro Nordeste, porque faltava só um ano pra receber alta... em meio a nossa alegria uma tosse teimava em não curar.
Na volta, em uma consulta veio a confirmação essa doença maldita voltou, e mais um tratamento, agora com força total. mais náuseas, Mastectomia, dores de cabeça, e a força querendo sumir, quis se despedir de todos, mas não era daquela vez, ela resistiu.
A neta completou mais 1 ano, e perdemos meu irmão, foi um baque tremendo no emocional, e no tratamento, e ela baqueou a primeira, e aquele brilho no olhar foi começando a desaparecer, mas ela resistia, pela neta.
Outro baque, câncer metastático, havia passado do seio, pro pulmão e agora pros ossos, mas ela não se abalou, recebeu essa carga sorrindo, e acreditando que tudo iria curar. No meio do tratamento novo, precisou operar vesícula fantasma*, catarata, e a notícia: agora da coluna o câncer avançou pro cérebro, e ela com aquele amor de mãe, me poupou dessa notícia trágica.
Primeira internação, 13 dias, uma angústia, muito sofrimento, e uma infecção urinária, conseguimos voltar pro natal.
Virada de Ano: Segunda internação, mais 13 dias, glicemia em 549, corre pro hospital, mais sofrimento, cansaço e ela apresentava exaustão. 2017 começando sinistro.
Segunda (06/02) as dores dela aumentavam, e os olhos amarelaram, pedimos exames na terça que só ficou pronto quarta, pegamos o resultado e a confirmação, uma leve anemia, e níveis de potássio elevados: INTERNA.
DORES, MAIS DORES, CHORO, ANGÚSTIA, e ela não aguentava mais, pedia misericórdia. foi pro hospital para isolamento de paciente graves, e se passou sábado, o quadro foi piorando, no domingo de madrugada, eu aos prantos, disse finalmente: DEUS QUE SEJA FEITA A TUA VONTADE.
e minha mãe descansou na manhã de domingo.
Tá doendo, não vou mentir, dói, é um vazio sem tamanho, um buraco que ninguém consegue preencher, mas ao mesmo tempo vem um alívio... enfim ela perdeu pro câncer, mas venceu a dor.
Agora, tô chorando minha saudade, aquela dor sofrida, a lágrima não cessa, hoje foi a última vez que vi seu corpo, mas espero receber notícias.
VOCÊ QUE RECLAMA DA VIDA, VOLTA E RELEIA ESSE RELATO.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Missão Desfralde completado com sucesso

Andei sumida né? pois é, aconteceram muitas coisas, dentre elas minha mãe esteve internada, e precisei me ausentar até do meu trabalho na Maricota Festeira. mas posso dizer que uma novidade eu não poderia passar em brancas nuvens.
Mariana finalmente decidiu desfraldar, e isso aconteceu de forma tão natural. Como disse minha mãe estava internada e Mariana ainda usava fralda (tentei desfralda-la desde 1 ano de idade, mas o tempo dela não era esse, e tive insucessos desde então... então resolvi deixar pra lá, e esperar ela escolher não usar mais fralda, sonhando que ela não chegasse aos 15 anos de fralda...), e como estava entre minha casa e hospital, esqueci de comprar fraldas pra Maricota, e ela ficou com a Tia Dalva, e sentiu subitamente vontade de fazer o número 2, e queria fazer na fralda, então a tia Dalva guardando a ultima fralda pra que ela dormisse, pensou: NÃO PODEMOS PERDER ESSA ULTIMA UNIDADE, e disse pra Mariana, vai pro vaso neném.
Foi o que ela fez, correu pro vaso e ficou durante uns 20 minutos se concentrando, e acabou conseguindo, a primeira pessoa que ela quis dizer a novidade, foi eu, que a essa altura estava no hospital com minha mãe, foi uma alegria só.
Hoje com 4 anos e meio, Mariana ainda usa fraldas, mas só a noturna, devido estarmos em pleno inverno euro-paraense (muita chuva 22°C), ela retém mais liquido.
Vou tentar falar pra vocês sobre o encontro da Mari com a avó no hospital, foi muito emociante pra ambas.

Arquivo Pessoal: Mariana desfraldou, que legal!!!

domingo, 17 de abril de 2016

Amizade na Infância

Chá das Princesas na casa da amiguinha da Mariana. Arquivo Pessoal
Uma novidade aconteceu na minha vida, uma superação melhor dizendo, minha filha foi brincar na casa das amiguinhas... nunca tinha saído sem mim, e pensei que ia dar xabu, e por incrível que pareça, não deu, minha filha se comportou, brincou a tarde toda (das 16h às 19h ), e não queria ir pra casa, se vestiu de bailarina princesa, comeu direitinho, e superou minhas expectativas.
Lembrei de um artigo que li, sobre a importância do melhor amigo na infância. Partindo do princípio de que a socialização é necessária para melhorar também a autoestima dos nossos pequenos, e pra mim melhorar o convívio com outras crianças (caso mais tarde Mariana ganhe um irmãozinho ou irmãzinha).
Se ter amigos na vida adulta é bom, imagina no maternal? na fase de desenvolvimento de caráter? é de grande valia para que essa criança desenvolva psicologicamente mais saudável. Lendo sobre o assunto achei isso:

* Seu filho precisa saber que você valoriza seus amigos. Converse com ele sobre os colegas de escola, conheça os amiguinhos e o motivo por que seu filho gosta deles. Isso ajuda a manter um diálogo contínuo sobre a importância da amizade.
* Respeite a forma como a criança socializa. Algumas preferem estar em grandes grupos, ao passo que outras sentem-se mais confortáveis com um ou dois amigos próximos. Há as que fazem amizade rápido, e as que levam mais tempo. É um processo perfeitamente natural e que não deve ser forçado pelos pais.
* Permita que a criança tenha tempo para conhecer e brincar com outras crianças. Seja flexível com os horários familiares, de modo que seu filho possa aceitar convites dos amigos e participar de atividades lúdicas com eles.
* Tenha horários disponíveis para visitar outras famílias que tenham crianças da mesma idade. Se o seu filho parece ter dificuldades com novos amigos, ajude-o apresentando outras crianças. Quando os pais são amigos, os filhos têm uma tendência natural de brincarem juntos. Uma amizade duradoura pode nascer daí.
* Se o seu filho é tímido, encoraje-o a convidar um colega para brincar em casa ou num parque, sob sua supervisão. É dessa forma que, gradualmente, ele vai adquirir mais habilidades para colocar-se em grupos maiores. Piccolo Universe

Mas para quê estou falando sobre o assunto, simples... ENSINEM SEUS FILHOS A CATIVAREM AMIGOS, é necessário, é bom, ajuda na maturação deles, ensinem que devem repartir brinquedos, que devem ser honestos, é muito bom, vou repetir a dose com a Mariana ir a casa das amigas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Bom filho à casa torna...

Arquivo Pessoal: Hotel Barrudada - Santarém - PA

Eu sei, andei sumida, então vamos as novidades, a mamãe Gisele anda estudando muito para concurso público, a Maricotinha está anda mais tagarela que nunca, estudando, brincando e sendo feliz, a mamãe dela está a cada dia mais apaixonada por ela e pelo Tio Kebi (namorado da mamãe)... algumas pessoas tem acesso as gracinhas da Maricota no meu perfil do facebook e vou fazer um esforço para repassar para cá, porque ela anda muito engraçada com 3 anos e 9 meses, é bem falante, e querida, inteligente, e fofa...
Eu ando planejando dar um maninho (ou maninha) pra ela, para que ela saiba dividir ainda mais suas coisas (ela está em uma fase de muito ciúme, inclusive de mim...), para coroar nosso retorno, aqui vai um texto legalzinho.

Lição de vida!

Enquanto eu for viva serei sempre primeiro a tua mãe, e depois sua amiga. Eu vou andar atrás de você, chatear você muitas vezes, dar sermões e perseguir-te como cão a coelho sempre que for preciso, porque TE AMO.
Quando você compreender isso, eu saberei que se tornou num adulto responsável.
Eu vou defender você sempre, mesmo nos momentos que tenha de te defender de si próprio.
Nunca encontrarás na tua vida ninguém que se preocupe tanto, que TE AME tanto e ore tanto por você quanto eu.
Se não me chamar, pelo menos uma vez na vida de “A pior mãe do mundo”, então não estarei fazendo bem o meu trabalho.
Porque crescer exige saber escolher, e eu vou te ensinar a fazer as escolhas certas. Educar exige regras, e essas regras são sempre impostas por mim.
Eu sei que te chateia mas que um dia vai me dar razão. E vai amar os teus filhos e persegui-los até ao teu último sopro.
Tal como eu farei.

sábado, 3 de janeiro de 2015

31 meses (2 anos e 7 meses)

31 meses

Foram 31 meses de muita mudança, e podemos dizer que a Mariana deixou de ser aquele nenémzinho que eu trouxe embrulhada em uma manta da maternidade há muito tempo, vou citar algumas delas…

  1. Escolheu os amiguinhos preferidos, e repete o nome deles pra quem quiser escutar: Valentina, Gigi, Maitê, Davi, Heitor Marques (coleguinhas da escola);
  2. As gracinhas aumentaram e agora ela sabe exatamente que quando ela quer é só fazer uma delas que desarma qualquer um,
  3. Repete falas que escuta nos desenhos que assiste;
  4. Adora usar o telefone, seja ele imaginário ou não;
  5. Adora explicar tudo, e expor sua opinião… verdade ela tem opinião própria…
  6. Escolhe a roupa e o sapato que quer vestir (a mãe apenas SUGERE meio que “sem querer… querendo” outras opções);
  7. Quando contrariada nos coloca de castigo;
  8. Escolhe o que quer comer (um dia pediu pra comer PIMENTA… lógico que não dei…);
  9. Sente saudades das pessoas que gosta (sempre liga de mentirinha pra tia Beth – minha tia – e perguntar se ela tá bem);
  10. Se comove com a dor e o sofrimento dos outros, tentando acalentar (o Luidi – nosso cachorro – de vez em quando chora, e ela pede pra ele não chorar que ela está ali para ajudá-lo)

É bem carinhosa, atenciosa, birrenta, de humor bem forte, geniosa e opiniosa, as vezes insiste no que quer até conseguir… é um doce, quem conquista sua atenção, morre de amores!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

30 meses e muitas novidades

Foi um ano longo e diferente, muitas experiências na vida da pimentinha, e a mãe dela coitada, sem tempo nem para atualizar o bloguinho dela, muita coisa acontecendo, e muito trabalho, pra começar, há um ano atrás eu vinha aqui dizer sobre a andança procurando a escola perfeita, enfim, eu encontrei este hoje eu não me arrependo da escolha que fiz, optei por uma escola perto de casa, para que eu pudesse levá-la e buscá-la sem precisar enfrentar trânsito.
Mariana aprendeu muitas coisas legais, e hoje, foi o dia que eu não pude comparecer para pegar a avaliação dela (vocês podem rir, e achar estranho, ela é avaliada a cada bimestre sem ser eliminatório),  e a professora rasgou elogios a ela, só tem uma coisinha que minha pequena pimentinha ainda não consegue entender, é obedecer um comando, ela é muito agitada, entretanto isso não é empecilho para que aprenda, quando perguntam algo a ela, ela responde, e tem sido assim desde que entrou na escola, é perspicaz, adora as aulas, só não gosta de acordar cedo.
                         
É uma criança de ouro, tem uma sabedoria incomum para a idade dela, só não sabe falar direito, mas sabe exatamente o que quer e como deve agir para que seja bem sucedida nos planos que tem. A professora falou para minha mãe que a Mariana tem um jeito bem incomum de chamar os coleguinhas, enquanto os demais chamam uns aos outros por apelido, ela aprendeu a chamá-los pelo nome e sobrenome, foi na escola que aprendeu a formar frases,  é e apaixonada pelos coleguinhas, mesmo em casa fala deles o tempo todo, e tem um amigo preferido: HEITOR MARQUES, e é bem amorosa com ele, quando ela chega e ele está chorando, ela tenta acalma-lo.
Os elogios quanto a percepção dela auditiva, olfativa é bem aguçado, gosta muito de números, mais do que letras ( ela nos faz escrever umas tricentésima vezes os números ), tenho certeza que fiz a escolha certa... Ano que vem ela estudará novamente na escola que ela já intitulou como DELA.

Que quiser saber mais sobre a escola de chama
CEAI
Rua Antônio Barreto, 
Entre D. Romualdo de Seixas e Wandekolk
(91) 3222-3577