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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Laqueadura no parto: uma questão de lei e de bom senso

Passei por uma situação tão extressante, fiz a solicitação de laqueadura tubária na mesma cirurgia de cesarea. pois bem, eu esbarrei em vários empencilhos dentre eles uma lei (que já deveria ter sido modificada). eu tenho uma garota de 9 anos, e estou grávida do segundo filho, e não quero mais filhos, e estão convícta da minha decisão, mas ouvi da minha obstetra que ela nunca faria laqueadura de mãe com apenas um filho, e eu: OI??? mas a senhora tem apenas uma filha, porque não faria para mulheres com filhos únicos e ela me solta aquela típica frase dos antigos: QUEM TEM DOIS FILHOS TEM UM, QUEM TEM UM NÃO TEM NENHUM...


Sempre achei essa frase bem sem noção, porque se uma mulher tiver 10 filhos e perder 1 deles, sentirá falta daquele filho pro resto da vida, e falo por experiência em minha família quando meu irmão morreu, minha mãe passou o resto de sua vida chorando aperda dele, esquencendo completamente a minha existência, enfim, é conversa pra outro post. Voltando a laqueadura, a lei não permite que uma mãe queira laquear junto de uma cesárea, a não quer que tenha mais de 25 anos (eu tenho 40) e tenha dois filhos já nascidos e vivos... como eu só tenho Mariana, meu filho do ventre não conta

Muitas pacientes nos questionam no pré-natal se é possível fazer laqueadura no parto – mais especificamente, “aproveitar” a cesárea para fazer o procedimento. A questão é delicada, envolve a lei e merece nossa reflexão.

Mas a Dra. Beatriz Morais Patz de Morais, especialista em Medicina Fetal e Obstetrícia de Alto Risco diz que é preciso esclarecer que a laqueadura é um procedimento de esterilização feminina. Ela é feita pelo fechamento das tubas uterinas – por isso, é chamada informalmente de “ligadura tubária” – que impossibilita a descida dos óvulos durante a menstruação e a subida dos espermatozoides, após relações sexuais sem preservativos. As trompas são cortadas e amarradas na ponta a fim de bloquear a passagem dos espermatozoides.

Este é um procedimento dificilmente reversível; por isso, antes de realizar a cirurgia, é recomendável que a mulher passe pelo chamado processo de laqueadura – fazer um acompanhamento com psicólogo, além de comparecer a palestras e orientações. Trata-se de uma decisão que afeta não apenas a sua vida, mas a de sua família.

A laqueadura na gravidez está indicada APENAS:
Às gestantes que apresentam doenças que poderiam ocasionar a morte materna em uma futura gestação (cardiopatia, diabetes tipo 1 ou lúpus, todos em suas formas graves);
Às que tiveram dois ou mais partos cesáreos e, portanto, sofreriam risco se fossem submetidas novamente a uma cesárea.

Apresentando algumas dessas condições, é preciso ainda que a paciente obtenha relatório assinado por dois médicos autorizando o procedimento.

Todo esse cuidado ocorre porque o tema está amplamente amparado pela lei. De acordo com o Planejamento Familiar, Lei Federal Nº 9.263 de 12 de janeiro de 1996, realizar cesariana com o intuito de efetuar laqueadura é crime e pode atribuir de dois a oito anos de reclusão.


Gestação no meio do caminho

Lidamos, também, com casos em que a mulher já passou pelo processo de laqueadura, de consultas e palestras, mas, antes de chegar ao procedimento em si, descobriu estar grávida.

Neste caso, então, tendo tido o processo aprovado antes, pode ser realizada a laqueadura no parto, certo? ERRADO!

A lei é muito rigorosa quanto a isso. A paciente deverá esperar passar 42 dias do parto para programar a laqueadura, que será feita após o chamado “período gravídico-puerperal”.


Planejamento, saúde física e mental

O planejamento familiar é o oposto do controle de natalidade, que busca reduzir a pobreza pela diminuição do crescimento demográfico. Ele garante os direitos de constituição, limitação ou aumento da quantidade de filhos. Assim, estimula a vida conjugal, o senso de responsabilidade e o objetivo de construir família.

Vemos, então, que o tema é complexo porque envolve âmbitos diversos da vida das pessoas – as condições e o histórico de saúde de quem vai passar pela laqueadura e a saúde emocional dos envolvidos, pois se entende, com isso, a não geração de (mais) filhos, entre outros aspectos.

Mais do que cumprir a lei, é uma questão de saúde e de bom senso. Decisões que não permitem voltar atrás não podem ser tomadas repentinamente – o arrependimento nunca vem antes da hora –, e procedimentos médicos são verdadeiramente complexos para serem simplesmente manipulados em somatória. Antes de acreditar que se trata de má vontade de seu profissional da saúde, procure ouvi-lo e confie em suas decisões.

Depois de ler esse texto todo da médica a cima, aí te pergunto, porque será que essa mesma exigência não é feita com o homem, tem uma opção de esterelização masculina, mas vc já perceberam que um homem pode ter 360 filhos por ano, e uma mulher no máximo teriam 2 filhos em um ano... porque não há uma política pública para esterlizar os homens???

Sigo na luta para fechar minha fábrica...
espero ter boas novas nos próximos posts

MEU FILHOTE NASCE NA QUINTA!

sábado, 10 de julho de 2021

O pai que se torna filho

Eis algo que considero nefasto e que, infelizmente, é muito frequente. Trabalhando há mais de uma década com mulheres mães, tendo estudado a maternidade também em meu segundo doutorado, um dos relatos mais comuns que recebo está representado nesta ilustração genial de @javirroyo

A mulher tem um companheiro. Então ela engravida. E a figura deste companheiro em sua vida começa a se transformar. Na presença, na implicação, no comprometimento. E é quando esse homem passa a uma brutal inversão de papel e, de companheiro, se comporta agora como filho. Essa mulher começa a perceber que ao invés de ter alguém com quem dividir igualmente os cuidados, a responsabilidade e as decisões sobre a criança, tem agora a figura dupla de filho: o seu propriamente dito e o homem, agora infantilizado, que não toma decisões autônomas e não se coloca como participante ativo na construção da vida familiar. O homem que transforma a mulher, agora mãe, em sua própria mãe. E infelizmente isso é mais frequente do que imaginamos.

Recomendações como "Tenha paciência, é difícil para ele" ou "Os homens amadurecem mais tardiamente, dê tempo para que se adapte" apenas normalizam essa situação prejudicial à mulher e levam ao agravamento do sentimento de inadequação que ela passa a ter. É um comportamento machista, patriarcal, relega a mulher a uma solidão brutal, à sobrecarga e está na base de uma possível dificuldade em lidar com sua vivência de maternidade. No fim, sua dificuldade em se adaptar à chegada de um filho pode não dizer respeito a ela ou ao filho mas, especialmente, a esta aparente compulsoriedade de ser mãe do homem.

Não aceite. Não normalize. Recuse falas que tentam te fazer aceitar. Mostre a gravidade disso ao homem. Fale sobre isso. A mulher não é mãe de seu companheiro, nem centro de reabilitação, nem lugar onde esse homem irá resolver suas questões com a própria mãe. A mulher que é mãe não precisa de um homem transformado em filho, precisa de responsabilidade e envolvimento, primeiramente, deste homem.


Texto tirado do Facebook de cientista virou mãe.
Precisa de apoio e orientação? Mande um e-mail para ligia@cientistaqueviroumae.com.br que eu te explico como começarmos ❤️

#maternidade #mães #cientistaqueviroumãe



segunda-feira, 29 de março de 2021

[segundo filho] 9ª Semana




Enfim chegamos as 9 semanas de gravidez. As mudanças já não são tão evidentes semana a semana, mas elas existem.

Nesta fase, o cansaço e a fadiga são bem frequentes e podem ser resultados de noites mal dormidas ou da carência de nutrientes como o magnésio – que age na função imunológica, dá força aos ossos, regula o açúcar no sangue e a pressão arterial, melhora o metabolismo e a performance física, porque atua na contração muscular.

A ansiedade e o medo em relação ao parto, às alterações físicas (como o aumento de peso), as mudanças psicológicas e de rotina como adaptações financeiras e a troca do papel de filha e de esposa para o de mãe são alguns dos motivos que tiram a noite de sono das futuras mamães. Por isso, geralmente, as gestantes acordam muito cansadas.

O ideal é dormir ao menos oito horas por dia e, quando possível, que a gestante descanse nos intervalos de trabalho. Estique bem as pernas. Beba bastante água. Se alimente corretamente, com riqueza de nutrientes e pratique atividades físicas adequadas como, yoga ou pilates.

Sinais de ansiedade e de cansaço extremo devem ser relatados ao obstetra – que saberá como ajudar a gestante a amenizar esses e outros sintomas ou preocupações.




Embriologia das 9 semanas de gravidez

Na nona semana de gravidez o embrião mede cerca de 30 mm (quase do tamanho de uma azeitona). Em virtude dos ombros, cotovelos, joelhos e pulsos já estarem funcionando, ele se mexe bastante dentro da bolsa d’água. Mas ainda não é possível que a futura mamãe sinta este movimento do feto. Isso ocorrerá apenas no segundo trimestre, quando ele crescer ao ponto de encostar-se à parede uterina.

Nesta fase, 100 mil novos neurônios são criados por minuto, formando esse órgão tão complexo que é o cérebro. É também neste período que ele começa a perceber os sons emitidos pela gestante. Se você ainda não teve um bate-papo com seu herdeiro, esta é a hora de começar. Pode conversar a vontade, cantar músicas e relaxar bastante. Quanto mais plena a mamãe estiver, mais tranquilidade passará para seu bebê.
Barriga de 9 semanas de gravidez

Muitas mulheres percebem a barriga já bem grande nesta fase. Outras têm a sensação de “estufamento” da barriga. Pelo fato de terem de comer em um intervalo menor entre as refeições, algumas gestantes acabam comendo muito e de forma errada. O ideal é se alimentar a cada três horas e manter uma dieta saudável e equilibrada.

O fator “comer por dois” é mito, mas incluir mais verduras, legumes, frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteínas, como ovos, castanhas ou sementes, e leite faz toda a diferença.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

14 semanas

O Bebê

O feto mede cerca de 14 a 15 cm de comprimento e pesa em torno de 40 a 60 gramas. Começa a fazer movimentos respiratórios - inspiração e expiração. Os olhos e ouvidos continuam a se desenvolver e a assumir suas posições definitivas. O pescoço está se alongando e o queixo ainda repousa sobre o tórax. As mãos estão se tornando funcionais e o bebê começa a aprender a movê-las (mais como um reflexo do que por vontade). Nesse ponto, nosso pequeno ser recebe todo seu alimento da placenta.

Feto com cerca de 14 semanas
Seu bebê já urina no líquido amniótico e começa a jogá-lo para dentro e para fora dos pulmões, como se estivesse ensaiando para quando precisar deles no momento do nascimento. O líquido amniótico é uma substância surpreendente, que se regenera totalmente de 3 em 3 horas e é parcialmente composto de urina.

A futura mamãe

Dê adeus ao 1º trimestre. Os hormônios estão baixando um pouco seus níveis e você agora tem menos náuseas, menor frequência urinária e menos cansaço. Em virtude dos hormônios, pode haver mudanças em sua pele, deixando-a mais lisa, bonita e jovem. Você também vai perceber que seus cabelos estão mais macios e volumosos. Por outro lado, suas gengivas podem amolecer. Portanto, redobre os cuidados com a dentição.
Você pode sentir o intestino mais preso, já que os hormônios relaxaram os músculos intestinais fazendo com que eles trabalhem com mais lentidão. Ao mesmo tempo, seu útero está também pressionando a parte final do intestino. Assegure-se de aumentar a ingestão de fibras se a constipação permanecer. Você pode notar que as veias do tórax e das mamas estão mais dilatadas e visíveis. As aréolas das mamas tornam-se mais escuras e aumentam de diâmetro. Suas mamas começam a se preparar para a amamentação desde o primeiro dia de gravidez.
retirado do site fetalmed.net