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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ao meu querido irmão Bruno

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Há menos de um mês perdi uma amiga que era a irmã que eu tinha escolhido, foi doído, foi difícil, não superei, sinto muitas saudades dela, mas ainda sim tinha ao meu lado o meu irmão que Deus me presentiou, esse cara de muitos amigos (digo muitos com propriedade, porque vi mais de 300 pessoas ao nosso lado, chorando por ele), sorriso fácil, só tinha uma paixão declarada, a sobrinha MARIANA.
No dia 30 de abril, meu irmão se queixou de febre, e não quis preocupar ninguém, e com aquele jeitão que todos aqui podem afirmar comigo, disse a minha mãe, não se preocupe, eu vou sozinho, dispensou minha carona até a UNIMED, e foi… eu dormia quando ele voltou, mas o relato da minha mãe foi chocante pra mim, ela viu seu filho caçula, chegar se arrastando pelas paredes, tinha sido liberado para vir se tratar em casa, e ele meu irmão, não mostrara seus exames e foi se deitar, queixando de dor no corpo, e muuuita sede.
No outro dia pela manhã, deduzo que ele tenha vomitado sangue (provas que tivemos após sua morte quando procuravamos uma roupa pra vesti-lo encontramos uma sacola com vestigios de sangue) e notando a gravidade, mais uma vez meu irmão se levantou, foi até o banheiro tomou banho e saiu, dispensando minha ida ao hospital com ele, às 7:30 o coração da minha mãe, tava tão apertado que ela me disse: “filha, o seu irmão não está bem, vamos ao hospital com ele, ainda não recebi notícia.” fui pra acalentar o coração da minha mãe.
Cheguei a UNIMED, ele estava em um leito de emergência pedindo socorro, pela dor que sentia. Sabia que eu não podia ficar mais, liguei pra melhor amiga dele, pra me dar suporte no hospital enquanto eu voltava pra casa deixar minha mãe e minha filha (que estavam no carro), voltei pra casa e a amiga dele me ligou dizendo que ia transferí-lo pra UTI, as plaquetas estavam baixíssimas… às 13:30 meu irmão foi de ambulância para a UTI da ORDEM TERCEIRA, todos os amigos dele, por uma boca só falaram que lá era o pior lugar para colocar meu irmão, mas o que eu poderia fazer??? se me negasse eles afirmariam que estava assinando a pena de morte dele, ele precisava de transfusão de plaquetas, precisava ser atendido por um INFECTOLOGISTA, mas na MALDITA UNIMED não tinha nenhum de plantão (apesar de todos saberem que deveriam ter profissionais de sobreaviso) às 15:30 recebemos a pior notícia que poderiamos esperar, minha mãe rezava no quarto, quando do hospital me ligaram, pedindo mais documentos, sabíamos que isso não era verdade, porque eu tinha deixado todos os documentos imaginaveis dele... então a recepcionista me ligou pra dizer que meu irmão, aquele carinha que a vida inteira eu briguei, perdi meu tempo em brigas banais, por besteiras, não estava mais vivo, e para uma funcionária de lá ele era mais uma estatística.
Hoje ouvindo uma canção do Chico Buarque me fez pensar que essa tal de saudades é muitas vezes doída…

Pedaço de Mim (Chico Buarque)

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

sábado, 26 de maio de 2012

Quando nasce um bebê…

Assisti a esse comercial e me apaixonei, porque nunca vi tanta sinceridade em poucas palavras… e o mais engraçado que tudo que é dito identifica!!!
Quando um bebê nasce, realmente a vida muda, tudo gira em torno (quer queira quer não), é um ser humano que vem ao mundo despreparado pra tudo, mas ensina muito quando chega, sério, aprendemos a ter mais paciência, a sentir falta, aprendemos a conhecer um amor diferente, um amor que não tem fim, e antes mesmo de vir ao mundo já faz o coração bater mais forte…


Propaganda da Johnson & Johnson–A vida renasce

Hoje, prestes a dar a luz a Mariana (meu maior projeto de vida), começo a compreender (mesmo que na marra) a preocupação que minha mãe sempre teve comigo, a insegurança, o medo de falhar, e os questionamentos que vem junto com o “pacotinho de amor” da maternidade.
O mundo se torna mais lindo depois que se espera um bebê, parece que não existe violência, que com a chegada dele o MUNDO TEM JEITO… simplesmente acreditamos nisso, e como diz o comercial A VIDA RENASCE.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Acredite na humanidade

uma carta linda compartilhada no facebook

Senhor Deus
O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está ai no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor deixou ela comigo mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o Senhor brinque com ela.Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor saberá logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela.
Meredith

foto meramente ilustrativa

Pusemos num envelope a carta com uma foto de Abbey com Meredith e a endereçamos: Deus - Endereço: Céu. Também pusemos nosso endereço como remetente. Então Meredith colou um monte de selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos selos para a carta chegar até o céu. Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio. Dias depois ela perguntou se Deus já tinha recebido a carta. Respondi que achava que sim.
Ontem havia um pacote embalado num papel dourado na varanda de nossa casa, endereçado a Meredith numa caligrafia desconhecida. Dentro havia um livro escrito por Mr. Rogers, intitulado "Quando um animal de estimação morre". Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava a foto das duas com o seguinte bilhete:


Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao céu. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente. Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça a sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e a enviá-la pra mim. Que mãe maravilhosa você tem!! Eu a escolhi especialmente pra você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembro que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor.
Com amor
Deus.